Entrevistas

  • Michael Stefano

    • Perfil: O ator, diretor e produtor pornô Michael Stefano nasceu na Itália, mas atualmente mora nos EUA. Aos 40 anos, ele ainda é considerado um dos melhores e mais requisitados profissionais do universo erótico.


    • Altura: 1,78 m
    • Signo: Virgem

    Como foi a sua primeira experiência sexual?

    Aconteceu aos 16 anos. Eu até considero um pouco tarde. Foi com uma amiga da escola e durou apenas dois minutos. Foi bom e não foi...

    Como e porque você foi parar no universo pornô?

    Quando eu tinha 28 anos, costumava assistir a muitos filmes pornôs. Eu observava aqueles caras transando com mulheres maravilhosas e pensei que também poderia exercer aquela atividade tão prazerosa. Corri atrás para descobrir como ingressar neste mercado e um dia conheci uma pessoa que me encaminhou para uma agência.

    Além de ator, você também é cinegrafista, diretor e produtor. Todo esse conhecimento faz uma certa diferença. Mas como saber o que as pessoas realmente querem ver?

    Os homens que assistem aos filmes querem ver coisas que geralmente não fazem com suas mulheres em casa. O sexo anal, por exemplo, faz mais sucesso em determinados países. Eu só faço filmes que me agradam e espero que também agradem ao público. Eu os faço considerando o meu prazer e só transo com quem eu quero. Eu não faço sexo para os outros e sim para mim mesmo. Mas sempre haverá os que te aprovam e os que te rejeitam. Você nunca conseguirá fazer todo mundo feliz, é impossível...

    O que você acha das atrizes brasileiras? Conhece alguma?

    Eu não estou muito por dentro e nem conheço muitos nomes, pois não costumo assistir nem aos filmes norte-americanos. Para mim, é mais excitante quando eu não as conheço. Mas já ouvi falar de Mônica Santiago, Fabiana Thompson e Joyce. Elas realmente são ótimas atrizes.

    Gostaria de fazer um filme com alguma delas?

    Eu gosto de transar com pessoas diferentes. Nem lá nos EUA eu tenho uma atriz predileta. Eu gosto de sexo e de todas elas. Mas aqui, as minhas preferidas são aquelas com quem eu filmei aqui no Brasil: Fabiana Thompson, Mônica Santiago e Joyce. Todas são demais! Com essas eu faria tudo de novo...

    Tem alguma opinião sobre os filmes brasileiros?

    Como te disse, não tenho o costume de assistí-los, mas tenho algo importante a comentar: o público norte-americano não gosta de garotas brasileiras transando com homens brasileiros. Eles preferem ver um americano dando conta das brasileiras, mas não me pergunte porquê. Acho que os gringos não sentem sintonia nas trepadas. Eles dizem que os brasileiros transam de uma forma muito mecânica.    

    E comparando-as com as mulheres americanas, elas têm algum diferencial?

    As brasileiras têm uma energia sexual e sensual muito forte, desde o andar à maneira de falar. Deve ser a cultura latina.

    Nem tudo são flores na indústria pornográfica. Qual é o seu grande medo?

    Que tudo isso acabe um dia...(risos). Mas se a sua pergunta sugerir o contágio de doenças, eu não estou preocupado. Quem atua em filmes eróticos é submetido mensalmente a testes, o que me deixa muito tranqüilo. Fora dos bastidores, o perigo é bem maior. Mas eu me sinto seguro e durmo bem. Meu único temor é envelhecer e deixar de filmar minhas transas com as ninfetinhas.

    Mas você ainda poderá dirigir os filmes...

    Eu sei, mas para mim é muito mais difícil dirigir do que atuar. Fico um pouco agoniado ao assistir as gravações, pois me dá vontade de participar das cenas...(risos)

    Pelo visto, o seu grande prazer é mesmo fazer sexo...

    Sim, honestamente, sim! Eu também trabalho na parte burocrática dos filmes: arrumo o dinheiro, crio os roteiros, seleciono o elenco... Se eu não fizesse sexo, eu já estaria fora desse negócio. É a única parte que eu realmente curto.

    Trepar é mais do que natural para você, não?

    Eu amo! Quando conheço uma garota, tenho vontade de devorá-la toda... (risos).
    Uma pele macia, um belo rosto e um corpo escultural me deixam louco. E trepar faz com que eu me sinta vivo...

    E por falar em vivo, você acha que a invenção do Viagra mudou muito a indústria pornô?

    Sim, claro! Hoje todos os atores tem esse “poder”. Antes do Viagra, tínhamos que esperar o ator se recuperar para a próxima cena. Hoje, ficou fácil. Além da mudança radical no número de atores, também economizamos tempo de gravação. O Viagra ajuda muitos atores pornôs.

    E isso é bom ou ruim?

    Eu costumo tomar também! Eu consigo gravar sem tomar, mas aí tenho que parar para me recompor. E é engraçado pois se você perguntar para um ator se ele toma o Viagra, ele negará e se sentirá ofendido. Cerca de 89% deles toma algo.

    Por falar em homens, você é heterossexual. Como é a sua relação com o público gay?

    Eu não tenho problema algum. Tenho mais fãs gays do que heteros. E fico feliz por eles gostarem do meu trabalho. Cada um que tome conta de sua própria vida. Se eles gostam de homens, legal! Se eles curtem me ver trepando, é uma honra. Não tenho problemas quanto a isso, só gratidão.

    Há algo que você nunca fez e que gostaria de fazer sexualmente?

    Não sei... Eu já fiz quase de tudo. A minha preferência será sempre eu e mais uma mulher, e só. Acho que a conexão fica mas íntima e forte E eu gosto de focar minhas ações. Não sei se existe algo que eu gostaria de fazer, pois me sinto bem realizado sexualmente.

    E algo que você nunca faria?

    Provavelmente, transar com gays. Eles não me atraem. Eu costumo transar nos filmes da mesma forma que na minha casa. Não há nenhuma diferença na maneira que eu faço sexo nos estúdios e na minha vida pessoal. Sou o mesmo sempre...

    Já aconteceu alguma história curiosa com você durante as gravações?

    Sim e foi justamente aqui no Rio de Janeiro. Estive aqui em 2001, quando atuava pela produtora Extreme, que me exigia demais. Tive que usar camisinhas para gravar, coisa que eu odeio. É broxante, comigo não funciona bem. Nem o Viagra que tomei me ajudou. Daí, me aplicaram uma injeção no pênis que me proporcionou uma ereção por 17 horas seguidas. Após as filmagens, senti muitas dores. Fui levado para um hospital, onde recebi uma drenagem e curativos no pênis. Foi uma tortura horrível, a pior experiência da minha vida. Achei que nunca mais fosse transar novamente... (risos)

    As mulheres costumam de reconhecer e te abordar na rua?

    Não, atualmente não... Há uns 10, 12 anos acontecia às vezes, mas todos que me interpelavam eram fãs homens...

    Qual sua posição ou modalidade predileta?

    Eu gosto muito de sexo anal. Ver uma mulher bonita sendo possuída desta forma me deixa louco. É muito excitante....

    Prefere uma transa suave ou com bastante pegada (hardcore)?

    Eu curto uma relação curta, mas vigorosa.

    E quantas vezes você costuma fazer sexo durante a semana?


    Cerca de cinco vezes por semana. Atualmente, estou mais calmo e até cansado em função do trabalho. Mas ainda aproveito bastante tudo o que faço. A gente vai ficando velho e a energia diminui bastante. Às vezes sinto o meu corpo me pedir para desacelerar um pouco...

    Você é casado?

    Não, mas já estive por dois anos e com uma pessoa do meio artístico (a atriz pornô Jewel). Honestamente, eu gosto de viver sozinho, de paz e espaço. Gosto muito de crianças, mas não gostaria de ter filhos. É muita responsabilidade! Não quero nem cachorros, gatos, aquário, nada disso... (risos)

    Para encerramos, gostaria de mandar um recado para o(a)s fãs brasileiro(a)s?

    Muito obrigado por assistir aos meus filmes. Aproveitem bastante, pois talvez daqui a uns cinco anos, vocês não terão mais o Michael Stefano... (risos)


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